Resolução inserida no congresso dos Estados Unidos em 2016 sobre tráfico de órgãos

Uma resolução inserida no congresso americano em 2016 visa a condenar a prática de extração de órgãos sem consentimento.

Essa matéria merece destaque, pois trata-se de um tema internacional, podendo ser cobrado em qualquer exame.

A resolução aborda que, em 25 de abril de 1999, cerca de 10.000 a 30.000 praticantes do Falun Gong se reuniram em Pequim para protestar contra as crescentes restrições definidas pelo governo da República Popular da China sobre as atividades dos praticantes. O Governo Chinês respondeu com uma campanha intensa e abrangente contra o movimento que começou em 20 de julho de 1999, com a proibição do Falun Gong.

Falun Gong é uma prática espiritual chinesa, que tem levantado muitos questionamentos no mundo. Relatórios internacionais sobre extração de órgãos por membros do Falun Gong têm trazido uma preocupação crescente na comunidade internacional. Os prisioneiros na China, segundo relatórios, principalmente praticantes do Falun Gong, são executados “sob demanda” com o propósito de fornecer órgãos para receptores de transplante no mercado negro. Acredita-se que o tráfico de órgãos é decorrência da perseguição ao Falun Gong pelo partido comunista chinês e dos ganhos financeiros obtidos por instituições e indivíduos envolvidos no comércio de órgãos.

Questões como essa podem estressar ainda mais as relações diplomáticas entre Estados Unidos e China, não somente na guerra comercial, mas também na guerra cultural entre essas superpotências.

Segundo esse novo decreto inserido no congresso americano, o Presidente dos Estados Unidos deve garantir a condenação dos abusos dos direitos humanos ordenados ou dirigidos por funcionários do governo na China, tanto publicamente quanto em compromissos privados com todos os funcionários governamentais relevantes na China.

Recentemente, o fato do COVID-19 ter se iniciado na China já está fazendo com que processos de investigação se iniciem.

É preciso aguardar o desdobramento dessa situação para compreender como o cenário internacional está se moldando em 2020.